A acusação ao banqueiro José Oliveira e Costa e alegados cúmplices só amanhã deverá estar concluída, afirmou ao PÚBLICO Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), desmentindo notícias segundo as quais já teriam sido proferidas no libelo ao fundador do Banco Português de Negócios (BPN).
Amanhã, lembrou a magistrada, completa um ano sobre a detenção do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, sendo que se atingiu o prazo máximo de coacção a que está sujeito: prisão domiciliária, que em termos legais é equiparada à prisão preventiva.
A acusação será subscrita pelo procurador da República no DCIAP, Rosário Teixeira, que além deste inquérito é o titular de mais oito abertos na sequência de denúncias do Banco de Portugal, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da gestão liderada por Miguel Cadilhe relacionada com irregularidades que geraram a bancarrota da instituição, cujo buraco financeiro será superior a dois mil milhões de euros.


