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Dois países assinam acordos em Viana do Castelo

Sócrates: cooperação entre Portugal e Venezuela “honra amizade histórica”

24.10.2010 - 18:21 Por Lusa

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Sócrates e Chávez assinaram hoje vários acordos económicos Sócrates e Chávez assinaram hoje vários acordos económicos (Foto: Manuel Roberto)
O primeiro-ministro, José Sócrates, sublinhou hoje o “grande desenvolvimento” da cooperação económica entre Portugal e Venezuela nos últimos dois anos, afirmando que “honra a amizade histórica” entre os dois países e os dois governos.

Sócrates lembrou que em 2007 as relações económicas entre os dois países se limitavam à importação de petróleo por parte de Portugal e a uma “pequena exportação que não atingia os 20 milhões de euros”. Um quadro que, acrescentou, “mudou radicalmente” nos últimos dois anos, apontando, a título de exemplo, o valor das exportações de Portugal para a Venezuela, que só entre Janeiro e Setembro deste ano já atingiram os 100 milhões de euros. “Este desenvolvimento da cooperação económica, registado nos últimos dois anos, honra a amizade histórica entre os dois países e os dois governos”, afirmou.

José Sócrates falava em Viana do Castelo, numa cerimónia em que, na presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foram assinados vários acordos de cooperação económica entre os dois países.

Um dos acordos diz respeito à construção, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, de dois navios asfalteiros para a Venezuela, num negócio que ronda os 130 milhões de euros. “São navios de última geração, de grande exigência tecnológica, num contrato da maior importância para os estaleiros e para a economia portuguesa”, referiu o primeiro-ministro.

Outro acordo tem a ver com a construção, pelo Grupo Lena, de 12.512 habitações sociais e três fábricas pré-fabricadas, um negócio calculado em 682 milhões de euros.

De destacar ainda a assinatura de um memorando de entendimento para o fornecimento à Venezuela de mais 1,5 milhões de computadores “Magalhães” nos próximos três anos.

Foi igualmente assinado um memorando de entendimento para a cooperação energética e para a constituição de uma empresa mista de transporte e liquidificação de gás natural, sendo a Galp o parceiro português.

Para Sócrates, estes acordos significam “um grande desenvolvimento” da cooperação económica entre Portugal e a Venezuela.

O primeiro-ministro dirigiu-se Hugo Chávez como “prezado amigo” e aproveitou para lhe agradecer por estar sempre “na linha da frente” na defesa dos interesses dos portugueses radicados na Venezuela.

Agradeceu o empenhamento de Chávez quer no desbloqueamento da transferência das verbas angariadas pela comunidade portuguesa radicada na Venezuela para a reconstrução da Madeira, quer no processo que levou a que os portugueses que trabalharam naquele país sul-americano e se reformaram pudessem finalmente começar a receber as suas pensões. “O nosso desejo é que se sinta em Portugal como se estivesse em casa”, rematou José Sócrates.

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Então?

Então? Ainda não vieram os fascistas criticar? Devem estar ocupados a desmentir as ...

Pedro Fonseca

24.10.2010 18:40

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