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Comissão política do PS encontra-se hoje

Seguro prepara alternativas ao OE para reunião animada

03.11.2011 - 09:55 Por Nuno Sá Lourenço

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Seguro já deu a entender que o mais provável é a abstenção Seguro já deu a entender que o mais provável é a abstenção (Foto: Enric Vives-Rubio/arquivo)
"Não vai ser pacífica, não..." A previsão sobre a reunião da comissão política nacional saiu da boca de um dirigente socialista apoiante do actual líder. Ninguém espera que a reunião de hoje na sede do PS seja calma. Nem entre os que defendem a abstenção, nem no meio dos que apoiam um voto contra o Orçamento do Estado (OE) para 2012.

Talvez por isso António José Seguro, secretário-geral, se prepare para anunciar nesta reunião as propostas que tenciona apresentar como alternativas às medidas previstas no OE para 2012. O líder socialista definira esta reunião como o local próprio para a tomada de decisão sobre o sentido de voto em relação ao Orçamento, apesar de ter dado a entender que o mais provável era a abstenção.

Nas últimas semanas, o PS tem discutido abertamente essa votação. Desde que o Governo apresentou o Orçamento subiram de tom as vozes que no PS defendem o voto contra. E é dado como certo que insistirão no tópico. Entre os defensores do contra crê-se que ainda existe a possibilidade de fazer pender a decisão do PS nesse sentido. "Dependerá da capacidade argumentativa, nós não somos uns carneiros", confidenciou um dos dirigentes ouvidos ontem pelo PÚBLICO.

Só que a reunião pode aquecer. O mais recente episódio da novela socialista foi protagonizado por Fernando Jesus, vice-presidente da bancada, que acusou os deputados que têm defendido publicamente o voto contra de serem "irresponsáveis" e desleais em relação à direcção do seu partido.

Do lado do secretário-geral, pouco mais se adianta para lá da iminência da apresentação das medidas com que tenciona negociar a votação do Orçamento.

O que se sabe é que Seguro tem usado os últimos dias para discutir com economistas e colaboradores as diferentes opções alternativas às anunciadas pelo Governo - nos dois pontos em que o líder socialista contesta o OE para 2012. A saber, o aumento do IVA para a restauração e o corte dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos. Seguro tem procurado propostas alternativas que permitam recolher as verbas previstas por essas medidas. No caso da primeira, estão em causa 200 milhões de euros. Na segunda, cerca de 800 milhões.

Até agora nada tem transpirado. Mas, se se tiver em conta as propostas apresentadas por Seguro para 2011, não será de estranhar que o PS venha a propor aumentos nas tributações das empresas com maiores lucros ou/e sobre os maiores rendimentos. A intenção de Seguro para hoje é, portanto, apresentar as propostas e justificá-las perante os membros da comissão, a que se juntarão deputados, eurodeputados e presidentes das federações.

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Seguro

Seguro vai ter nesta sua decisão de se abster no Orçamento a sua prova de vida à frente do PS. Se ...

Antonio Almeida

03.11.2011 11:34

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