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Resposta às críticas do PCP

Secretas: Relvas garante que “não perde tempo com jogo de palavras”

11.02.2012 - 13:52 Por Lusa

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O ministro criticou os falsos debates e as falsas quezílias O ministro criticou os falsos debates e as falsas quezílias (Rui Soares)
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou neste sábado que “não perde tempo com o jogo das palavras” em resposta às críticas do PCP quanto à sua “intromissão” nas competências do Parlamento.

“O que eu disse, e volto a dizer, é que de acordo com o regimento, o primeiro-ministro vai de 15 em 15 dias ao Parlamento. Vai lá estar no próximo dia 17 e aí, de acordo com o regimento, os deputados podem fazer as perguntas ao primeiro-ministro. Acha que isto é uma intromissão?”, questionou hoje Relvas à margem do I Congresso dos Jovens Autarcas Social Democratas que se realiza hoje na Trofa.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares reagia assim à manifestação de “profundo repúdio” do PCP pelas declarações de Relvas sobre o pedido de audição do primeiro-ministro sobre as secretas.

Esta posição foi sexta-feira assumida pelo líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, no início do debate em plenário do recurso sobre a decisão da presidente da Assembleia da República de que o primeiro-ministro não é obrigado a responder em sede de comissão sobre os serviços de informações.

O líder do PCP acusou Relvas de ter “anunciado antes ainda da decisão da presidente da Assembleia da República que o primeiro-ministro só vinha aos debates quinzenais” e “mesmo depois da decisão da presidente e antes do recurso em plenário disse que o assunto estava encerrado”.

Relvas esclareceu hoje e acrescentou: “Eu não perco tempo com o jogo das palavras”.

Questionado sobre o Carnaval, e o risco de o país parar nesse dia, o ministro respondeu que “não se corre risco nenhum” uma vez que “o país sabe que só com trabalho é que nós ultrapassaremos as circunstâncias em que nos encontramos hoje.

“O Governo já propôs a redução de dois feriados, estamos a dialogar com a Santa Sé para se anularem outros dois feriados religiosos, não tem lógica criarem-se mais feriados e este é um debate que não tem razão de ser”, salientou.

Quanto às câmaras que, ao contrário do primeiro-ministro, decidiram dar tolerância de ponto a 21 de Fevereiro, Relvas disse apenas não ter dúvidas que “a larga maioria dos autarcas empenhar-se-á em fazer todo o esforço para encontrar medidas de contenção, rigor e exigência, que permitam que a governação das autarquias continue a ter como objectivo a valorização do serviço público e das populações que servem”.

“A verdade é esta: Portugal tem pela frente um desafio em que já começa a ser possível vislumbrar-se a esperança e é esse caminho que temos que seguir [e] não entrar em falsos debates e em falsas quezílias”, sublinhou.

Para Relvas “todos os dias se arranja um caso para discutir. Hoje é o feriado, amanhã será outro acontecimento”.

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