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Ministro dos Negócios Estrangeiros falava no Porto

Portas diz que Portugal pode ser exemplo de sucesso nos programas de ajuda externa

11.02.2012 - 08:20 Por Lusa

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Portas acredita que é a determinação, e não a hesitação, que fará o país sair da crise Portas acredita que é a determinação, e não a hesitação, que fará o país sair da crise (Yves Herman/Reuters)
Portugal não é a Grécia e pode mesmo ser exemplo de um caso bem-sucedido nos programas de ajuda externa, disse nesta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, no Porto.

“Portugal não é a Grécia. Portugal tem um Governo maioritário e estável. Portugal tem, apesar da austeridade, um acordo de concertação social. Atingimos as metas orçamentais, estamos a fazer as reformas estruturais, a cumprir o plano de privatizações. Merecemos e vamos ser tratados como um país que está a cumprir e que está a conseguir sair da situação dificílima em que o deixaram”, reiterou Portas no jantar de tomada de posse da concelhia do CDS-PP/Porto.

Na opinião do ministro, “é necessário um caso bem-sucedido nos programas de ajuda externa” e “Portugal pode ser um desses casos bem-sucedidos”.

No final do discurso, questionado pelos jornalistas sobre a conversa informal entre o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o seu homólogo alemão, Paulo Portas voltou a dizer “que Portugal é um caso diferente e está a cumprir as metas e está a fazer as reformas”. “Se essa conversa que vocês falam confirma essa ideia, eu mais do que isso não posso dizer porque não costumo comentar conversas que ainda assim são privadas”, enfatizou.

Ainda no discurso, Paulo Portas disse que “Portugal é senhor da sua capacidade de cumprir os compromissos que o Estado português assumiu internacionalmente”. Para o ministro “o caminho que está certo, o que nos tira da crise é aquele em que tudo o que depende de Portugal faz de Portugal um caso diferente, um caso singular, um caso que não é comparável a outros, que não é equiparável ao que acontece noutros lados”.

“É a determinação que faz Portugal sair desta crise. Não é certamente a hesitação”, declarou.

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Carlos Leite

11.02.2012 08:59

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