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Reunião com dirigentes do PSD

Passos Coelho: “Não tenho assegurado o financiamento da economia”

02.11.2011 - 23:30 Por Maria José Oliveira

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Passos Coelho não escondeu a “preocupação” face aos desenvolvimentos na Grécia Passos Coelho não escondeu a “preocupação” face aos desenvolvimentos na Grécia (Miguel Manso)
O eventual “contágio” da situação drástica da Grécia “é evidente” e pode comprometer o financiamento da economia nacional, disse o primeiro-ministro, esta noite, à entrada para o Conselho Nacional do PSD, realizado num hotel em Lisboa.

Pedro Passos Coelho não escondeu a sua “preocupação” face aos mais recentes desenvolvimentos na Grécia, que afectam toda a zona euro. Nomeadamente a convocação de um referendo sobre o acordo a que os 17 países da moeda única chegaram na passada semana – a redução em 50% da dívida grega – e a possibilidade, ponderada ontem, de a União Europeia (UE) congelar a sexta tranche do empréstimo externo àquele país.

“[A probabilidade de contágio] é evidente”, afirmou Pedro Passos Coelho, sublinhando que “os juros da dívida pública a dois anos excederam os 20%”.

“É uma situação que deve preocupar toda a gente”, notou. Até porque “não tenho assegurado o financiamento da economia portuguesa”, admitiu. Contudo, Passos aproveitou para afirmar que, “como primeiro-ministro”, nunca falou em “renegociação da dívida” e que Portugal não precisa “necessariamente de mais dinheiro”.

“Ninguém em Portugal está a pedir mais dinheiro”, disse, frisando que, em cima da mesa, está a hipótese de o Governo proceder a “reajustamentos” que permitam uma “maior flexibilidade”.

O primeiro-ministro não especificou se essa “flexibilidade” poderá ser temporal, alongando por mais tempo o programa de assistência financeira. Mas apontou que os “reajustamentos”, que “não têm de implicar mais dinheiro”, poderão “garantir o financiamento das empresas”.

Notando que Portugal é “vulnerável àquilo que se passa lá fora”, Passos insistiu que o país “não pode falhar naquilo que depende de nós”.

Sem referir o PS, Passos Coelho salientou que o cumprimento das metas firmadas no acordo com a troika exige “um Portugal mais unido, mais coeso” e apostado em “executar o programa sem falhas”. Neste campo não está muito distante daquilo que tem vindo a ser reiterado pelo Presidente da República que, nas suas últimas intervenções públicas, advertiu que a concretização do programa de austeridade implica um amplo consenso político.

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Deveríamos unir e seguir o exemplo

Sr. PM, devia deixar-se de subserviências aos grandes agiotas, enquanto o é tempo. Por acaso sabe o ...

São Vieira

02.11.2011 23:55