Orçamento do Estado para 2012

Zorrinho diz que não houve encontro com PSD, nem propostas

27.11.2011 - 19:34 Por Lusa

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Zorrinho reiterou declarações de Seguro, que disse que "a bola está do lado do PSD" Zorrinho reiterou declarações de Seguro, que disse que "a bola está do lado do PSD" (Daniel Rocha)
O líder parlamentar do PS garantiu que durante este fim-de-semana não houve nenhum encontro com os sociais-democratas para discutir o Orçamento do Estado para 2012, nem os socialistas receberam qualquer proposta que fosse ao encontro das suas.

“Não houve encontro nenhum, nem hoje [domingo], nem ontem [sábado]”, afirmou o líder da bancada socialista, Carlos Zorrinho, à Lusa.

Corroborando as declarações do secretário-geral socialista no sábado, Carlos Zorrinho insistiu ainda que “a bola está do lado do PSD”.

Questionado sobre se o PS mantém abertura para discutir o Orçamento do Estado para 2012 com o PSD e o Governo, o líder da bancada socialista respondeu apenas: “se houver alguma coisa para discutir ou alguma proposta”.

“Não houve ainda nenhuma proposta que fosse ao encontro das nossas”, acrescentou. No sábado, o secretário-geral do PS, António José Seguro, recusou que a “bola” esteja do lado dos socialistas na “recta final” da discussão do Orçamento do Estado para 2012, afirmando que o Governo é que “tem 24 horas” para responder às suas propostas.

“O PS apresentou um conjunto de propostas para tornar menos injusto este orçamento, e a maioria do PSD e do CDS-PP tem de dizer quais é que aprova e com quais é que não está de acordo. E se tiver propostas alternativas, que as apresente. Tem 24 horas para o fazer”, apontou António José Seguro, que falou aos jornalistas em Bruxelas.

António José Seguro sublinhou ainda insistentemente que “não há, não houve, nem haverá nenhum processo de negociação” entre o PS e o Governo, porque este “não é o orçamento” do seu partido, que há muito decidiu o seu sentido de voto, e que apenas está disponível para “dialogar”, não para “negociar”.

“A bola, como se costuma dizer, está do lado do Governo”, que tem uma maioria absoluta e, como tal, “a faca e o queijo na mão”, apontou.

Antes, o primeiro-ministro tinha afirmado que “o Governo mantém abertura se houver evolução do PS” para fazer “alguma modelação” na aplicação de medidas de austeridade com “impacto social mais pesado”.

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Sentem-se representados?

Já repararam que muitos dos causadores da bancarrota de Portugal - os que integraram o anterior ...

Augusto Veloso

27.11.2011 20:03

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