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“Troika não manda na Madeira”

Jardim não introduz taxas moderadoras nem despede funcionário públicos

18.11.2011 - 18:13 Por Tolentino de Nóbrega

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"A troika não manda na Madeira”, advertiu Jardim Ramos "A troika não manda na Madeira”, advertiu Jardim Ramos (Miguel Silva/Contraluz)
O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, garantiu nesta sexta-feira que a Madeira não vai introduzir taxas moderadoras no sector da saúde, nem despedir funcionários da administração regional.

“A troika não manda na Madeira”, advertiu Jardim Ramos, que invocou orientações de Alberto João Jardim para não implementar no arquipélago aquelas medidas previstas no memorando de entendimento acordado com Portugal. “É essa a orientação do senhor presidente do Governo que tenho e que irei fazer cumprir", justificou.

Jardim Ramos admite cumprir outras medidas previstas no plano de austeridade, como a redução de 15% nas estruturas governamentais, 15% nos cargos de chefia e 2% no total de funcionários. Neste caso, a redução ocorrerá à medida das aposentações, sem implicar despedimentos na administração regional.

Também em dissonância com a críticas feitas pelo Governo de Passos Coelho e pela troika à gestão financeira da região, nomeadamente ao peso das dívidas ocultas no défice excessivo, o representante da República na Madeira, Irineu Barreto, justificou a dívida regional com a obra que “está à vista de todos”. “Nós sabemos que o dinheiro foi empregue na Madeira de uma foram positiva”, frisou. O representante, presentemente com funções limitadas à regulação da legislação regional, defendeu ainda que a autonomia regional “pode e deve ser reforçada”.

Ao anunciar esta semana os resultados da segunda avaliação ao programa de assistência económica e financeira a Portugal, Juergen Kroeger, representante da Comissão Europeia na troika, afirmou que "a Madeira tem um problema de governação”. E sobre o programa de assistência financeira à região, avisou que “terá de haver aumento da receita, corte da despesa, mais controlo dos compromissos e reestruturação das empresas públicas na Madeira". "Será uma oportunidade para sinalizar o mau comportamento orçamental a nível regional e local não serão mais tolerados", adiantou.

Também o ministro das Finanças, Vítor Gaspar revelou que o plano de resgate especifico a ser celebrado com a Madeira até ao final do ano, será construído com base na "necessidade de ajustamento significativo na região para assegurar a sustentabilidade financeira da mesma, baseada no princípio da responsabilidade da região pelo serviço da dívida acumulada e pelo pagamento do capital da dívida".

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Gande Jardim!

Os cubanos continentais que paguem a factura, seus lorpas!!

Madeira Primeiro

18.11.2011 19:21

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