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Audiência no tribunal de Manhattan

Strauss-Kahn formalmente acusado de tentativa de violação e libertado sob caução

19.05.2011 - 19:33 Por PÚBLICO

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DSK no tribunal de Nova Iorque na segunda-feira DSK no tribunal de Nova Iorque na segunda-feira (Emmanuel Dunand/Pool/Files/Reuters)
Dominique Strauss-Kahn foi libertado mediante o pagamento de uma caução de um milhão de dólares, depois de ter sido formalmente acusado por um grande júri do estado de Nova Iorque de tentativa de violação a uma empregada de hotel.

O juiz Michael Obus acedeu a que o ex-director do FMI aguardasse o julgamento em liberdade em Nova Iorque, mediante o pagamento de uma fiança. Como garantia, apresentou o apartamento que a sua mulher, Anne Sinclair, comprou naquela cidade, por quatro milhões de dólares. Strauss-Kahn entregou ainda os seus passaportes francês e da ONU, e ficará sob vigilância electrónica.

Mas o representante do procurador de Nova Iorque anunciou ainda que o grande júri decidiu, um dia antes do esperado, que havia provas suficientes para avançar com uma acusação contra Strauss-Kahn. O ex-director do FMI terá de comparecer em tribunal a 6 de Junho, e então declarar-se culpado ou inocente de cada das acusações que lhe são feitas; o processo poderá, então, avançar ou não, se ele se declarar inocente em pelo menos uma das acusações que lhe são feitas.

DSK (a sigla pela qual é conhecido em França) estava detido no centro prisional de Rikers Island, Nova Iorque, depois de segunda-feira lhe ter sido negado o primeiro pedido para aguardar julgamento em liberdade sob fiança.

Na primeira audiência perante o tribunal penal de Nova Iorque, a assistente do procurador, Artie McConnell terá dito, segundo escreve o diário “Le Monde”, que o dossier de acusação não é apenas constituído pelo depoimento da queixosa: “Neste caso, existem provas contra o acusado”.

DSK decidiu pedir a demissão do cargo de director-geral do FMI num comunicado enviado ao FMI. Uma decisão que, segundo disseram familiares de DSK à Reuters, foi tomada por iniciativa do próprio economista francês, à parte da pressão exercida nos últimos dias, sobretudo, por responsáveis europeus.

Notícia actualizada às 21h43

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