O primeiro-ministro, José Sócrates, saudou hoje a escolha das personalidades que ocuparão os novos cargos criados com o Tratado de Lisboa, considerando que o belga Herman Van Rompuy e a britânica Catherine Ashton estão à altura das novas tarefas.
Sócrates falava após uma cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, na qual os Vinte e Sete designaram Van Rompuy e Ashton respectivamente presidente do Conselho Europeu e alta representante para a Política Externa, cargos criados com o Tratado de Lisboa, que entrará em vigor a 1 de Dezembro.
“Em apenas uma hora e meia demos o último passo para a implementação do Tratado de Lisboa”, disse Sócrates, que sublinhou a forma unânime como se procedeu à escolha de personalidades de “reconhecido mérito” e com “décadas de empenhamento político ao serviço do projecto europeu e dos ideais europeus”.
O primeiro-ministro saudou também o “empenhamento” demonstrado pelas principais famílias políticas europeias, com um acordo que permitiu que um cargo fosse ocupado por uma personalidade proveniente do Partido Popular Europeu (Van Rompuy) e outro por uma personalidade do Partido Socialista Europeu (Ashton).
Relativamente a Van Rompuy, Sócrates disse que o conhecimento que tem do primeiro-ministro belga lhe permite afirmar que “sempre foi e é um político muito empenhado na construção europeia, com méritos muito reconhecidos”.
“Vejo a escolha do primeiro-ministro belga como uma escolha europeia e à altura das tarefas que tem que desempenhar com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa”, disse.
Relativamente a Ashton, e questionado sobre o facto de se tratar de uma personalidade oriunda de um Estado-membro considerado pouco europeísta, Sócrates disse tratar-se de “uma das personalidades do mundo político inglês mais comprometida com o projecto europeu”. Afirmou também não ter dúvidas de que “estará à altura” do cargo.
Segundo Sócrates, a rápida reunião de hoje foi “um momento de grande unidade e que reflecte bem um espírito de optimismo” quando a Europa se prepara para um novo ciclo, com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. “Acabou a época da crise institucional e vai começar agora a época da acção


