A NATO lançou um forte ataque aéreo contra navios de guerra das forças militares do líder líbio Muammar Khadafi, atingindo durante a noite de ontem para hoje um total de oito alvos nas águas próximas a Trípoli, Al-Khums e Sirte, no que os aliados descreveram como uma “acção decisiva”.
Em comunicado a missão da NATO – mandatada pela resolução 1973 da Aliança Atlântica – explica que “prosseguiram os ataques aéreos de precisão, num raide coordenado, contra as forças do regime pró-Khadafi”, sem dar indicação clara se daqui resultaram vítimas mortais ou feridos.
“Face ao recurso cada vez mais frequente [de Khadafi] às forças navais, a NATO não teve outra escolha senão a de tomas acções decisivas para proteger as populações civis da Líbia e as forças da NATO no mar”, é avançado no documento assinado pelo almirante Russ Harding, vice-comandante da operação “Protector Unificado”.
A aliança insistiu que todos os alvos que define na Líbia “são de natureza militar e directamente ligados aos ataques sistemático do regime contra os civis”, argumentando que o “uso indiscriminado de bombardeamentos” das forças navais de Khadafi tem vindo a prejudicar o fluxo da muito necessitada ajuda humanitária com destino às populações. A Marinha Líbia, é ainda explicado, estava igualmente a demonstrar a “clara intenção” de atacar das forças da NATO.



