Quinze iraquianos morreram e 33 ficaram feridos, esta tarde, na explosão de um carro armadilhado no subúrbio xiita de Sadr City, bastião das milícias leais ao líder radical Moqtada al-Sadr.
Segundo um fotógrafo da AFP que se deslocou ao local, a explosão ocorreu junto a um mercado muito frequentado do bairro, situado a leste de Bagdad, provocando o pânico entre os transeuntes.
Em Novembro do ano passado, Sadr City foi palco do mais sangrento atentado registado no país desde a queda do regime de Saddam Hussein, quando seis carros armadilhados explodiram de forma sequencial, matando 202 pessoas.
O ataque de hoje segue-se a um dos dias mais violentos do Iraque em cerca de dois meses: duas explosões à entrada da Universidade de Mustansiriyah mataram ontem 70 alunos e professores do estabelecimento e feriram outros 169.
A capital foi palco de outros dois ataques, elevando para mais de uma centena o número de mortos registados na cidade.
O primeiro-ministro, o xiita Nuri al-Maliki, atribuiu a explosão aos lealistas do regime de Saddam Hussein, que no dia anterior foram confrontados com a notícia da execução de dois colaboradores do antigo Presidente iraquiano.
Para as próximas semanas, as autoridades iraquianas prometeram a aplicação de um novo plano de segurança, que deverá contar com o apoio de 17.500 reforços militares enviados pelos EUA. O plano, da responsabilidade do Governo, visa pôr fim à violência sectária que devasta a zona e que muitos analistas já classificam como guerra civil.


