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Brasil

Milícias da Bahia aproveitam greve da polícia para matar sem abrigo e toxicodependentes

11.02.2012 - 18:35 Por Ana Gomes Ferreira

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Posto da polícia vazio na praia do Leme, no Rio de Janeiro Posto da polícia vazio na praia do Leme, no Rio de Janeiro (Sérgio Moraes/Reuters)
Toxicodependentes, sem abrigo, pequenos criminosos, rivais. Os indesejados dos bairros periféricos de Salvador, a principal cidade do estado nordestino da Bahia, estão a aparecer mortos nas ruas.

São assassiandos pelas milícias a soldo dos comerciantes e dos traficantes de droga, revelou o director de Homicídios e Protecção à Pessoa daquele estado, Arthur Gallas, ao jornal Folha de São Paulo.

De acordo com Gallas, 38 das 157 pessoas assassinadas na região metropolitana de Salvador desde o início da greve da polícia, a 31 de Janeiro, foram mortas por milicianos. “Estes grupos estão a aproveitar a greve, que reduz o policiamento, para ‘limpar’ a área e matar quem os está a incomodar”, disse.

A greve da Polícia Militar da Bahia (no Brasil, o trabalho desta polícia equivale ao PSP portuguesa) levou para as primeiras primeiras páginas dos jornais a fragilidade deste corpo de segurança, na Bahia e não só. Não têm treino adequado às funções e são mal pagos — sendo o aumento salarial e a melhoria das condições de trabalho as principais reivindicações dos grevistas na Bhaia e no Rio de Janeiro (nesta cidade, os bombeiros juntaram-se à paralisação).

Os parcos rendimentos, aliados a uma cultura de corrupção — na Bahia acrescenta-se à lista o baixo investimento do Governo estadual na segurança —, fazem desta polícia uma fonte de problemas; muitos integram eles próprios as milícias.

A greve na Bahia está a perder força. O comandante da Polícia Militar bahiana, Alfredo Castro, disse na sexta-feira que 85% dos efectivos (32 mil homens) já retomara funções e declarou a greve encerrada — os que não regressarem ao trabalho terão falta, disse. Os líderes da greve fizeram saber que não é assim: a paralisação continua e querem agora também uma amnistia para os 12 grevistas com mandado de prisão. A Presidente Dilma Rousseff excluiu essa possibilidade dizendo que o perdão daria ao Brasil uma imagem de “país sem lei” — em 2014 é lá que se realiza o Campeonato do Mundo de Futebol e, dois anos depois, são os Jogos Olímpicos.

No Rio de Janeiro, a greve não teve a adesão esperada pelos organizadores.

Foram presos 17 dirigentes da greve (que ficou sem cúpula) e serão levantados processos disciplinares a 129 polícias e a 123 bombeiros.

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Que desgraça

Como é que esta gente consegue dormir descansada!Matar pessoas simplesmente pelo prazer de matar e ...

Anónimo

12.02.2012 13:19

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