O Irão exige autoridades britânicas que as autoridades britânicas apresentem um pedido de desculpas pela alegada entrada de militares em águas territoriais do país e se comprometam a não repetir o incidente.
“A solução lógica para resolver este assunto é que as autoridades britânicas reconheçam a realidade, apresentem desculpas ao povo iraniano e se comprometam a não violar as nossas águas territoriais”, afirmou o general Ali Reza Afshar, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas iranianas.
Teerão afirma que os 15 militares capturados na sexta-feira passada no golfo Pérsico estavam em águas territoriais iranianas, mas o Reino Unido insiste que as embarcações estavam numa operação de combate ao contrabando em águas iranianas.
Ontem, numa tentativa de aumentar a pressão sobre a república islâmica, a diplomacia britânica anunciou a suspensão das relações bilaterais com Teerão até à resolução deste caso.
Esta tarde, o general Afshar explicou que foi “o comportamento incorrecto dos dirigentes britânicos que levou à suspensão da decisão de libertar” Faye Turney, a única mulher do grupo.
“Depois dela ter reconhecido que eles violaram as águas territoriais e pediu desculpas, os responsáveis [políticos] decidiram libertá-la, mas em vez de agradecer este gesto humanitária, os dirigentes britânicos começaram a fazer ameaças”, explicou.
Assim que foi conhecida esta decisão, o embaixador britânico em Teerão, Geoffrey Adams, deslocou-se novamente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros iranianos para obter informações sobre o paradeiro dos militares. O diplomata “não obteve qualquer informação adicional sobre os militares ou sobre a libertação de Faye Turney”, revelou uma fonte da diplomacia britânica, citada pela AFP.
Entretanto, um dirigente do Parlamento iraniano exigiu publicamente que os britânicos sejam julgados pela invasão das águas territoriais. “Segundo as leis internacionais, os militares violaram as fronteiras de um país e por isso devem ser julgados”, afirmou Reza Hadji-Babai.


