A Polícia Militar da Baía decidiu neste sábado à noite acabar com a greve que já durava há 12 dias. Durante a paralisação morreram 160 pessoas.
Os grevistas na Baía e no Rio de Janeiro reivindicaram um aumento salarial e a melhoria das condições de trabalho. A Polícia Militar da Baía (no Brasil, o trabalho desta polícia equivale ao da PSP portuguesa) queixa-se de não ter treino adequado às suas funções e dos baixos salários.
Mas ontem, os polícias reunidos numa assembleia no Sindicato dos Bancários, em Salvador, decidiram terminar a greve. Segundo o jornal “O Globo”, cerca de 300 pessoas, entre polícias e familiares, participaram na reunião. Os líderes da greve alegaram já não ter condições para manter a mobilização dos polícias no interior daquele estado brasileiro, que entretanto já voltaram ao trabalho, escreve hoje o jornal “Folha de São Paulo”.
Na sexta-feira, o comandante geral da Polícia Militar baiana, Alfredo Castro, tinha decretado o final da greve, revelando que 85% dos efectivos (32.000 homens) já estavam a trabalhar. Ontem, os polícias garantiram que vão fazer o policiamento durante os dias de Carnaval, noticia o jornal “Tribuna da Bahia”. São esperados 850.000 turistas durante os festejos, de 17 a 22 de Fevereiro.
Para um dos líderes da greve, Ivan Leite, os polícias decidiram voltar ao trabalho “em respeito à população que nos apoiou quando precisámos. Não pelo Governo, que não merece”, citou a “Folha de São Paulo”.
O deputado estadual e capitão da Polícia Militar, Tadeu Fernandes, disse que vão continuar as negociações com o Governo, segundo aquele jornal, porque nenhuma das exigências foi cumprida.
Depois de terminada a greve, o comando geral da Polícia Militar decidiu que não vai punir os grevistas. Foi mantida a proposta do Governo de conceder aos policiais um reajuste de 6,5% - percentagem já concedida aos funcionários públicos – e incorporar gratificações, gradualmente, até 2015. O Governo recusou dar amnistia para os grevistas que tenham cometido crimes.
Durante a greve morreram pelo menos 160 pessoas.



