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Secretários de Estado envolvidos em abusos de poder e de fundos

Governo francês sofre duas demissões

04.07.2010 - 20:56 Por PÚBLICO

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Christian Blanc e Alain Joyandet eram nomes polémicos Christian Blanc e Alain Joyandet eram nomes polémicos (REUTERS)
Dois secretários de Estado franceses anunciaram hoje as suas demissões do Governo, após uma série de escândalos que juntam conflitos de interesses e abusos de dinheiros públicos. Mas mantém-se firme o ministro do Trabalho, Eric Woerth, cujo nome tem surgido envolvido no caso de fuga aos impostos da mulher mais rica de França, Liliane Bettencourt.

Alain Joyandet e Christian Blanc, respectivamente secretários de Estado da Cooperação e da Grande Paris, são os demissionários – as suas demissões tinham sido pedidas pelo primeiro-ministro François Fillon e pelo Presidente da República, Nicolas Sarkozy, adiantou um porta-voz do Eliseu, citado pela agência AFP. As funções destes dois governantes serão exercidas pelos ministros da tutela.

Joyandet foi alvo de duas denúncias, nos últimos meses, pelo jornal satírico “Le Canard Enchaîné”, recorda o “Le Monde”. A primeira, em Março, foi por ter alugado um avião por 116.500 euros para uma deslocação, enquanto ministro, à Martinica (Antilhas), e outra em Junho, quando terá beneficiado de uma autorização de construção ilegal para aumentar a sua moradia perto de Saint-Tropez, no sul de França.

Já Christian Blanc foi severamente criticado nos media por ter comprado charutos cubanos no valor de 12 mil euros – usando fundos públicos.

Esta semana, os deputados do partido da maioria presidencial e de Governo (UMP) tinham falado numa remodelação governamental prevista para Outubro – embora Sarkozy continuasse a dar como seguro na sua pasta Eric Woerth, o ministro que gravações feitas secretamente dão como suspeito de ter pelo menos conhecimento de fuga aos impostos da herdeira do império do gigante de cosméticos L’Oreal, Liliane Bettencourt.

Jean-Christophe Cambadélis, deputado e secretário nacional do Partido Socialista francês, disse ao “Le Monde” que estas duas demissões “colocam mais problemas do que resolvem”. “Se esta demissão é uma tentativa do Eliseu de soltar algum lastro, é tardia e sublinha fortemente a questão de Eric Woerth”, afirmou.

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Albatroz

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