Três explosões, incluindo uma na capital, deixaram pelo menos 28 mortos no dia de Natal na Nigéria. Os alvos parecem ter sido igrejas com celebrações natalícias.
A segurança no país tem estado apertada depois de violência ligada a islamistas no norte do país - no entanto, como comentava o correspondente da BBC em Lagos, Fidelis Mbah, um ataque na capital foi inesperado.
Um responsável dos serviços de emergência Yushau Shuaibu disse à BBC que as autoridades estavam a tentar lidar com um número grande de feridos, mas não havia ambulâncias suficientes para tantas pessoas, já que os veículos estavam destacados para as auto-estradas do país.
Shuaibu adiantou que era provável que o número de mortos ainda viesse a aumentar, já que muitos dos feridos estavam em estado grave.
A explosão ocorreu na rua fora da igreja, mas provocou muitos danos no edifício; testemunhas falam ainda de várias casas com vidros partidos nas redondezas.
Entretanto uma segunda explosão atingiu a cidade de Jos, uma localidade na "fronteira" entre norte e sul onde são frequentes confrontos. Um habitante descreveu uma explosão durante uma cerimónia religiosa de Natal, mas não era claro se o alvo tinha sido uma igreja.
No ano passado, também em Jos, uma série de ataques na véspera de Natal deixaram pelo menos 32 mortos e 74 feridos. Estes atentados foram reivindicados pelo grupo Boko Haram.
Por fim, uma outra explosão ocorreu numa igreja da cidade de Gadaka, no Nodeste. Ainda não havia pormenores, e relatos referiam "muitos feridos".
Dois dos ataques (de Abuja e Jos) foram reivindicados pelo grupo islamista Boko Haram. Este ano o grupo radical foi responsável por pelo menos 491 mortes em vários ataques em toda a Nigéria. Os islamistas estão cada vez mais sofisticados e os ataques de hoje parecem demonstrar a sua ambição nacional.
Notícia actualizada às 17h50



