A figura de proa da oposição na Birmânia, Aung San Suu Kyi, iniciou neste sábado a sua campanha eleitoral nos arredores de Rangum.
A laureada com o Nobel da Paz já tem sido recebida por multidões naquela província. Mas esta é a primeira vez que está em Kawhmu, uma zona rural perto da maior cidade da Birmânia, enquanto candidata às eleições de 1 de Abril.
Aquela que se tornou num ícone da resistência à opressão foi saudada por milhares de simpatizantes, agitando bandeiras do seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND), e erguendo fotografias do seu pai, herói da independência, o general Aung San.
As eleições parciais de 1 de Abril, as primeiras desde o controverso escrutínio de Novembro de 2010, são consideradas como um grande teste da sinceridade das reformas do novo regime da Birmânia, que sucedeu à Junta Militar em Março de 2011 mas que continua controlado por antigos militares.
“Espero que elas sejam livres e justas”, disse Aung San Suu Kyi ontem à AFP, confirmando que o seu partido quer disputar os 48 lugares em jogo, 40 dos quais na câmara baixa do Parlamento. “Vamos trabalhar muito para conseguir ganhar os 48 lugares. Isto não é uma questão de esperança, mas sim de trabalho”, acrescentou.



