As acções da Impresa estiveram hoje a cair nove por cento na bolsa portuguesa, para 4,50 euros, mínimo desde Novembro de 2004, depois de os resultados apresentados ontem terem desapontado os analistas.
No terceiro trimestre do ano, a Impresa apresentou um prejuízo de 1,4 milhões de euros, contra lucros no mesmo período de 2004, justificado pela queda das receitas da publicidade televisiva.
Esses resultados negativos penalizaram os lucros da empresa nos primeiros nove meses do ano, que apesar dessa situação subiram 30,3 por cento, para 13,8 milhões de euros.
As receitas deverão agora crescer apenas três por cento no ano, contra a previsão anterior que apontava para sete a oito por cento, corte que irá afectar a evolução do EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), enquanto o lucro deverá, segundo as novas estimativas, elevar-se entre 23 e 24 milhões de euros, contra a anterior previsão da empresa de 29 a 31 milhões de euros.
No comunicado enviado ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Impresa explica que os resultados obtidos nos primeiros nove meses reflectem os custos de reestruturação, designadamente as mudanças na direcção de informação da SIC, no montante de 3,5 milhões de euros. Esta diminuição foi sustentada também pela redução do investimento publicitário na SIC, que perdeu cerca de 3 milhões de euros, passando para 85,5 milhões de euros.
Por outro lado, os jornais e revistas da Impresa registaram melhorias nos resultados dos nove primeiros meses deste ano. Os lucros aumentaram 19,4 por cento no caso dos jornais e 10,6 por cento no das revistas, graças, em parte, ao crescimentos das receitas publicitárias e de venda de exemplares. Mas foram os produtos de "marketing" alternativo - livros, CD ou outros produtos vendidos em conjunto com as publicações - que contribuíram de forma mais significativa para o aumento dos lucros.


