CGTP considera que atenção dos sindicatos será “determinante” para Educação 
21.11.2009 - 18:21 Por Lusa
A atenção dos sindicatos de professores será “determinante” para um maior equilíbrio e melhoria do funcionamento do sistema de ensino, afirmou hoje o líder da CGTP, mostrando total confiança na acção da Fenprof e da classe docente.
“Nos tempos próximos continua a ser determinante que os sindicatos estejam - e nós confiamos plenamente na acção da Fenprof (Federação Nacional de Professores) - muito atentos a este processo e que não se deixem descuidar”, afirmou Carvalho da Silva, à margem da conferência sobre imprensa Operária e Associativa, que assinala o 130º aniversário do Jornal da Voz do Operário.
Carvalho da Silva acentuou que a atenção dos sindicatos na discussão sobre o ensino “será um factor determinante para que, de todo o processo, resulte alguma coisa consistente, sustentada e mais equilibrada para um funcionamento do sistema”. Referiu ainda que “é preciso que o sistema de ensino melhore muito, bem como as condições dos docentes e que estas sejam recompostas com algum equilíbrio e alguma dignidade”.
“Queremos, sinceramente, acreditar que esta Governo terá o mínimo de bom-senso para captar pelo menos alguma parte significativa da grande razão que sustentou o enorme protesto dos professores ao longo de muitos meses”, acrescentou o dirigente sindical.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, retomou há cerca duas semanas o diálogo com as estruturas sindicais, reiterando a disponibilidade do Governo para rever o Estatuto da Carreira Docente e para encontrar um “novo” modelo de avaliação de desempenho, onde todos os pontos “estão em aberto”.
Ontem, o projecto de resolução do PSD sobre avaliação de professores e estatuto da carreira docente foi viabilizado no Parlamento, com votos favoráveis da bancada social-democrata e abstenção do PS, enquanto os restantes diplomas da oposição foram chumbados.
O diploma do PSD, aprovado com abstenção de todas as outras bancadas, recomenda ao Governo o fim da divisão da carreira em duas categorias e a criação de um novo modelo de avaliação no prazo de 30 dias, além de defender que no primeiro ciclo avaliativo, que está a terminar, não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira devido a diferentes interpretações da lei.
Foram chumbados os sete projectos da restante oposição para suspender o actual modelo de avaliação e acabar com a divisão da carreira dos professores, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD.
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