O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje no debate quinzenal na Assembleia da República que “o dever de um Governo face a um ataque especulativo é manter-se firme no plano que apresentou em Portugal e internacionalmente”, referindo-se aos grandes investimentos públicos na alta velocidade, no novo aeroporto e nas concessões rodoviárias.
“Eu sigo o meu plano e sou fiel ao meu plano”, disse José Sócrates, sublinhando que “o pior seria não manter a confiança no nosso plano”.
Questionado por Paulo Portas sobre os custos efectivos do projecto do TGV, da terceira travessia sobre o Tejo e da ligação ao novo aeroporto e os custos que teria o seu cancelamento, José Sócrates referiu apenas que “desistir neste momento do investimento público na alta velocidade seria um erro para o Estado, porque teríamos de pagar as responsabilidades que já assumimos”.
O primeiro-ministro reiterou que o investimento no TGV é estruturante para a economia portuguesa e importante para a sua recuperação, pois irá “contribuir para a modernização, dar oportunidade de negócio As empresas portugueses e dar emprego”.


