• Rota Vicentina abre caminhos a Sul
  • Estes aviões são Hello Kitty por dentro e por fora
  • Os hotéis das selecções

Debate no Parlamento

Ferreira Leite defende que este Orçamento é "inevitável"

03.11.2010 - 12:48 Por Sofia Rodrigues

  • Votar 
  •  | 
  •  3 votos 
Ferreira Leite defendeu que o Orçamento do Estado para 2011 é o início de um percurso longo Ferreira Leite defendeu que o Orçamento do Estado para 2011 é o início de um percurso longo (Foto: Nuno Ferreira Santos)
Discorda do conteúdo – e não quer até discuti-lo – mas este Orçamento do Estado "é o que o país precisa". Manuela Ferreira Leite, ex-líder do PSD, defendeu que a proposta orçamental "no seu conjunto" era "inevitável".

“Não há outra solução, pode haver umas medidas melhores, outras piores, medidas assim, medidas assado, mas temos de percorrer este caminho”, afirmou a deputada já em resposta a Francisco Louçã, do BE, e após uma intervenção ouvida com atenção por toda a câmara e que recebeu entusiásticos aplausos da bancada laranja.

Ferreira Leite defendeu que o Orçamento do Estado para 2011 é o início de um “percurso longo e muito exigente”. E que “não pode ser desperdiçado com manobras políticas”. Ao Governo, deixou um aviso: os sacrifícios pedidos aos portugueses exigem uma “escrupulosa execução orçamental”. Ou seja, “ao primeiro sinal positivo”, o Governo “não deve recuar” ou “relaxar”. Isso, na opinião da economista, seria “um desastre” para o país.

Se do lado da bancada laranja os aplausos foram entusiásticos (e de pé), na bancada socialista o deputado Afonso Candal disse rever-se “em grande parte ou na íntegra” na intervenção da ex-líder do PSD. E deixou-lhe até uma recomendação: que o discurso “faça eco junto do Governo – com o apoio e estímulo que deu – mas sobretudo na direcção da sua bancada no processo de especialidade”.

Mas a sugestão mais insólita viria da boca da própria Ferreira Leite ao criticar o ministro das Finanças quando ontem, no debate parlamentar, afirmou que o PSD estava a preparar uma crise política para daqui a seis ou oito meses. “Se pensa isso, não diga publicamente. Os mercados funcionam a seis meses e o senhor já lhes disse que na sua perspectiva vai haver uma crise política”, desafiou a deputada.

Ferreira Leite insistiu ainda na ideia de que o Governo tem a obrigação de explicar que os sacrifícios pedidos não são passageiros. “É preciso dizer às pessoas que este tratamento não é de um ano, nem de dois. O Governo dá a entender que em 2013 já estamos todos bem e não vamos estar todos bem”, concluiu a deputada que, depois destas palavras, ouviu um “muito bem” do líder parlamentar do PSD, sentado ao seu lado.

Estatísticas

  • 4 leitores
  • 30 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1464168

Comentário + votado

A verdade de La Palisse

Óbvio! Não há outra solução, o PS não sabe fazer melhor e o PSD ...

Anónimo

03.11.2010 15:08

X

Mais em Economia (32 de 53 artigos)

PT aposta na rede de quarta geração móvel em 2011